Na madrugada de segunda-feira, 24 cidadãos moçambicanos regressaram ao país após terem fugido da crescente onda de ataques xenófobos na África do Sul.
A recepção ocorreu na fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, onde os repatriados foram acolhidos por uma equipa multidisciplinar composta por representantes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), do Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior, do Ministério da Saúde, do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), entre outros organismos, que estiveram empenhados em fornecer apoio psicossocial, assistência médica e ajuda alimentar.
Após a chegada, foram distribuídos kits alimentares nos locais de destino dos repatriados, garantido assim condições mínimas de dignidade e segurança para as famílias. Durante a recepção, Sónia Ngovene, representante do INGD, sublinhou que o aumento dos casos de violência xenófoba exige uma resposta coordenada e humanizada, realçando que cada moçambicano que regressa representa uma vida que necessita de ser reconstruída com dignidade.
Desde o início dessa crise, já foram repatriados um total de 747 moçambicanos, muitos dos quais são jovens que dependem do sector informal e se encontram em situação de documentação irregular.



