O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia (SINTIME) anunciou que cerca de 3.000 trabalhadores de empresas fornecedoras da Mozal, cuja operação se encontra suspensa desde Março, ainda não receberam as suas indemnizações.
A informação foi revelada pelo secretário-geral do sindicato, Américo Macamo, que está a intermediar as negociações para evitar possíveis conflitos laborais.
Macamo destacou que, entre as 20 empresas que prestavam serviços à Mozal, algumas já efectuaram os pagamentos devidos a seus colaboradores. No entanto, muitos trabalhadores permanecem sem receber, o que gera preocupações significativas.
A Mozal, uma das maiores fundições de África, situada nos arredores de Maputo, encerrou as suas actividades a 15 de Março devido a um conflito relacionado com as tarifas de energia. A empresa, que emprega directamente mais de 1.000 funcionários e gera cerca de 4.000 postos de trabalho indirectos, entrou em regime de manutenção e conservação durante este período.
Graham Kerr, director-executivo da South32, empresa mãe da Mozal, indicou anteriormente que, sem produção, a companhia enfrentará custos na ordem dos 60 milhões de dólares, que incluem rescisões contratuais e despesas anuais de cinco milhões de dólares apenas para a manutenção.
Actualmente, apenas oito das 20 empresas que colaboravam com a Mozal cumpriram na totalidade as obrigações financeiras com os seus trabalhadores, o que intensifica as lamentações sobre a situação dos restantes.



