Mais de 165 mil pacientes com diagnósticos de infecções respiratórias graves foram atendidos nas unidades sanitárias da província de Tete entre os meses de Janeiro e Maio.
Este número representa uma diminuição em comparação com os 206 mil casos verificados no mesmo período do ano anterior.
Os distritos de Tete e Angónia foram os mais afectados, conforme informou Maria João, chefe do Departamento de Saúde Pública do Serviço Provincial de Saúde. A profissional sublinhou que, apesar do elevado número de casos, não se observa um quadro clínico alarmante, embora a situação represente um incómodo para a população local.
Para os indivíduos diagnosticados com estas infecções, a médica recomenda a evitação de aglomerações e a necessidade de não frequentar o trabalho, de forma a prevenir a propagação da doença. Em situações em que o contacto social seja imprescindível, a utilização de máscara torna-se uma medida crucial.
Os sintomas mais comuns incluem dores articulares, febre, congestão nasal — que pode apresentar secreções fluidas ou amareladas — e dor na garganta. Maria João acrescentou que, em casos específicos, como os de pacientes predispostos a amigdalites, a inflamação na faringe pode manifestar-se de forma mais severa, acompanhada de febre elevada e dificuldades para deglutir.
Adicionalmente, a médica destacou que, devido ao frio, é habitual que as pessoas mantenham as janelas fechadas em casa e nos transportes públicos, o que favorece a propagação de vírus. Assim, recomendou a manutenção de espaços arejados para a prevenção de surtos.



